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| Homenagem a Antônio Raymundo de Lucena que, embora figure na lista oficial de “mortos”, permanece desaparecido |
Antônio Raymundo de Lucena, PRESENTE!!!
Homenagem a Antônio Raymundo de Lucena (Doutor)
O Memorial da Resistência de São Paulo, Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo, Núcleo de Preservação da Memória Política, Caros Amigos Cia de Teatro da Cooperativa Paulista de Teatro realizaram a apresentação de cenas do espetáculo FILHA DA ANISTIA*
A apresentação foi seguida de debate com o elenco e integrantes do Núcleo de Preservação da Memória Política.
Após a apresentação e debate, uma belíssima homenagem foi realizada à família de ANTONIO RAYMUNDO DE LUCENA, militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) que foi assassinado no dia 20 de fevereiro de 1970, há exatamente 40 anos, pela ditadura militar.
A família de Antônio Raymundo de Lucena (também conhecido como “Doutor”) foi presa e submetida as mais variadas torturas.
Ariston Lucena, o filho mais velho, foi preso aos 18 anos de idade, após cerco empreendido aos militantes da VPR na área do Vale do Ribeira, e passou quase 10 anos preso, uma vez que foi condenado à pena de morte após a mudança da Lei de Segurança Nacional, em 1969.
A mulher de Doutor, Damaris Lucena, depois de presenciar ao assassinato do marido na frente dos filhos, amargar a tortura e a separação das crianças quando de sua prisão, foi libertada após ser trocada com os filhos Ângela Telma, de 3 anos, e Denise e Adílson, os gêmeos de 9 anos, no seqüestro do cônsul japonês, Nobuo Okuchi. Exilou-se primeiramente no México e, posteriormente, em Cuba, onde reconstruiu a vida.
A família retornou ao Brasil após a Anistia e, desde então, busca incessantemente pelos restos mortais de Antônio Raymundo de Lucena que, embora figure na lista oficial de “mortos”, permanece desaparecido, tendo sido enterrado, provavelmente, numa vala clandestina do Cemitério de Vila Formosa.
O Sábado Resistente é promovido pelo Núcleo de Preservação da Memória Política do Fórum dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos de São Paulo e pelo Memorial da Resistência de São Paulo. É o espaço de discussão entre companheiros combatentes de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e interessados para o debate sobre temas ligados às lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime militar, implantado com o golpe de Estado de 1964. A preocupação é estimular a discussão e o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano em busca de sua libertação.
* obra teatral premiada pela Secretaria de Estado da Cultura com o incentivo do ProAC – Programa de Ação Cultural, para montagem inédita durante o ano.
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